Posts Categorizados ‘programas livres

29
Jul
09

A união faz a força

Diante de uma batalha um exercito desorganizado será derrotado. Em um jogo de futebol um time desunido perderá. Um governo individualista nunca fará um país prosperar. E uma comunidade sem união nem pode ser chamada de comunidade. Por muito tempo vimos infantilidades que foram observadas com vista grossa pelos organizadores dos grupos, mas esse tempo precisa acabar.

Quanto mais me envolvo na comunidade de programas livres observo o quanto pequenas falhas organizacionais prejudicam toda a comunidade e principalmente a imagem do projeto/programa. Quando digo pequenas é porque são cosias pequenas mesmos, mas todas são reflexo de uma grande falha, a maior de todas.

Essa falha é a mania de concentrar poder na mão de uma pessoa. Estamos no século XXI e ainda agimos como gente da idade média! Será que ninguém percebeu que uma organização na mão de uma única pessoa é tão frágil quanto essa pessoa?

Uma organização aristocrática (para não dizer oligárquica) ainda pode funcionar, mas está na consciente democracia representativa que se encontra a forma de organização mais eficiente. Digo representativa porque trabalha com representantes escolhidos pelo povo. O que temos de mais comum hoje em dia. Mas é óbvio que essa escolha só está no nome porque assim como um cego não pode dizer qual é a melhor pintura, a massa na grande maioria das vezes não sabe o que está fazendo.

Surge um homem que se diz o mais apto a realizar o avanço de um determinado grupo ou projeto. E por medo, quase sempre por medo, as pessoas elegem essa pessoa. Olhe para trás e veja o que digo. O medo sempre esteve presente na grande maioria das eleições. Medo do terror, da pobreza, da fome, da loucura, da inversão, da perda de valores, da secularização e o que mais poder gerar medo.

O Obama ganhou por medo, o Lula perdia por medo, o Bush ficou por medo. Mas na falta do medo o que acontece? Porque logicamente em nem todas as eleições o povo estará sendo movido pelo medo. O que acontece, meu caro, é a indiferença, o tanto faz.

E não é esse o espírito da comunidade, a completa indiferença a tudo? Lhe digo com toda certeza que sim. Esse é o problema. E quem já tentou realizar ou participar de um determinado projeto sabe bem do que estou falando. Na grande maioria das vezes você se vê sozinho com um grande projeto nas mãos que nem é para você, mas para todos. Abençoados são os projetos que dão certo.

O que vemos hoje são poucos pessoas realizando grandes tarefas sozinhas, ou essa mesma pessoa realizando dezenas e dezenas de tarefas. Estamos diante de uma exploração voluntária. E ainda reclamamos com esses pobres coitados. Imagine como é ter que decidir qual das atividades vitais você precisa fazer. Não é uma tarefa fácil, mas isso só acontece pela nossa mania de concentração de poder.

Vejo isso em todos os lugares. Até numa inofensiva lista de e-mails ou num bate-papo por IRC. Poderíamos ficar oras falando sobre esses exemplos, mas o interessante seria discutir porque isso acontece e principalmente como acabar com isso. São as coisas mínimas que se transformam em grandes problemas e assim desarticulam todo o grupo.

Não pense que escrevo isso como um ataque à alguém em particular, porque se fosse estaria atacando dezenas e dezenas de pessoas. Dois sofrem aqui: a comunidade e a própria pessoal que concentra o poder. A comunidade fica fraca e quase inativa, a pessoa pode inclusive ter problemas de saúde pelo estresse gerado.

Isso tudo remete a união da comunidade. Numa comunidade unida um ajuda o outro, um projeto colabora com o outro. Não somos grupos donos de grandes programas, não somos a Microsoft, não precisamos lutar para que nossos negócios continuem gerando dinheiro, ou precisamos?

Essa mania de separação precisa acabar. Vamos trabalhar com a união, com a complementação, com a interoperabilidade. Se até tio Bill pensa nisso, por que a gente não? Agora que estou participando mais ativamente da comunidade sobre o GIMP vejo como é importante a integração dos programas de desenho gráfico e como é vital que eles se comuniquem. O GIMP tem que trabalhar em conjunto com o Inkscape, Blender, F-Spot, MyPaint, Phatch, Tux Paint e qualquer outro. Quanto mais integração melhor.

Essa integração não tem que ficar só entre os programas, mas principalmente entre as comunidades por trás deles. Afinal somos a coluna vertebral desse corpo, sem nós nada existiria, nem teria porque existir.

Se cada um pegar um tijolinho para montar a casinha ninguém vai se cansar e ainda construiremos tudo muito rapidamente. Mas se cada um quiser construir sua própria casa…
Pior ainda é se ninguém quiser construir casa alguma. Nada será construído e assim ou viveremos ao alento ou explorados pelos alugueis.

É um princípio tão simples, mas parece que quase ninguém entende.

Vou parar aqui… em breve falarei um pouco mais sobre isso. Vamos ver no que isso tudo vai dar primeiro.

p.s.: esse texto ainda não foi revisado, eventualmente poderá estar com erros.

03
Nov
08

A mania de falar do que não sabe

Eu sou blogueiro, um péssimo, mas sou. Tendo a falar muita besteira. Quem acompanha meu blog sabe disso. Mas existe uma coisa chamada evolução natural

Todo ser humano comete erros, mas a capacidade de se corrigir e melhorar é o que o diferencia do resto (leia windows loosers). Essa capacidade de evoluir e aprender é a evolução natural. Continue lendo ‘A mania de falar do que não sabe’




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