Quem sou eu?

Atrevo-me a falar o seguinte:

Gosto bastante de plantas. Inclusive tenho um Bonsai. Meu primeiro filho, mas ele não é de falar muito. De que serve estudar psicologia se não consegue fazer seu próprio filho falar com você? Sim… sou assexuado (Não me pergunte como o Bonsai nasceu). Um tanto aromântico, não tão convicto. Mas veja que contradição… Sou um aspirante a vegetariano… (isso talvez explique porque ele não quer falar comigo). Isso me faz pensar em ter um gatinho, quem sabe um cãozinho. Mas meus animais de estimação sempre cometeram tentativas de suicídio*. Não sei porque.

* Um pintinho inclusive colocou a própria cabeça dentro da boca de um gatinho. Eu era muito pequeno, não assimilei bem os fatos. Hoje não falo mais com pintinhos. Principalmente os amarelos e gorduchinhos. (Esses traidores miseráveis!)

Gosto de gente. Um tendencioso ao altruísmo… exagerado. “Discreto demais”. Ao ponto de parecer misterioso. Até mesmo pelos mais próximos. Contra minha vontade! Tenho a mania chata de observar demais… analisar demais… pensar demais. Junto ao meu sentimento altruísta isso se torna um… Problema de gostar demais… de fazer demais… de tentar mudar demais… Já virou hábito, eu sei. Quando amo alguém esqueço de mim. Junte isso a um grande problema de memória de curto prazo. (“Minha mente trabalha com ideias.” Eu digo, mas ninguém entende.)

Não tenho a mesma percepção de amor que a “sociedade comum”. O que causa um grande conflito. Afinal o meu “eu te amo” é bem diferente. E o amor não termina na cama, muito menos começa. Bem… beijar… beijar… beijar… Me dá vontade de vomitar! Profundo isso, não? Não… não estou sendo irônico. Realmente não gosto de beijar. Para mim beijo não tem relação alguma com amor, é apenas uma auto-ilusão. Amar vai bem mais além… basicamente é o que Jesus falou, mas as pessoas não entendem. As vezes tenho a ligeira impressão de saber como Jesus se sentia. Imagine como é por amor deixar. Para melhor estar. Ou sofrer, apenas para poder sentir. Chorar apenas para emular (quem sabe libertar).

Afinal é tão difícil assimilar o que foi escrito por Paulo sobre o amor?

Por fim… Não gosto do título de “diferente”, muito menos do “igual”. Não me dê títulos. Os que me ponho já faço com muito pesar. Gostaria de uma outra cultura, de uma outra linguagem, mas é tudo que temos.

Paulo, um apóstolo de Jesus, certa vez escreveu uma carta para o povo do Caminho que morava em uma cidade muito antiga chamada Corinto. Em um determinado trecho de sua carta ele falou sobre o amor. Segue o que ele disse:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

Beijo no coração! ;)

p.s.: Fiz total proveito da “liberdade artística”. Se não entendeu, leia com calma.


1 Resposta para “O autor”


  1. 1 Fernando
    05/16/2011 às 3:57 am

    Sem palavras…


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