Recentemente por indicação do LedStyle, conheci “Kurt Kraut” , um internauta assíduo desde 1994. Kurt Kraut começou a utilizar o computador já tendo acesso a internet, e com isso conheceu o IRC, que acabou se tornando um grande vício. Pelo acesso constante a rede de IRC, Kurt acabou participando do quadro de administração geral da (extinta) rede BRASnet. Kurt Kraut atualmente é professor de Biologia e militante pela causa do Software Livre.

Kurt, para você o que é Software Livre?
Se tratando de uma nomeclatura, Software Livre é todo o software que garante as 4 liberdades estabelecidas pela Free Software Foundation: a liberdade de executar o software para qualquer uso, a liberdade de estudar o funcionamento dele e adaptá-lo, a liberdade para fazer modificações no programa e redistribuir cópias deste software, mesmo aquelas que foram modificadas. Mas olhando um pouco além da classificação e o valor que o Software Livre tem para mim, pessoalmente, é a pedra fundamental de uma nova filosofia de propriedade intelectual. No mundo tecnológico em que estamos, a idéia quase que industrial de ganhar dinheiro em cada cópia de uma obra intelectual não é mais sustentável. Porque diferentemente de um objeto industrializado, no mundo da informação, a cópia é absolutamente igual ao original. E duas pessoas podem ter o mesmo produto simultaneamente, enquanto duas pessoas não podem ter a mesma lata de Coca-cola simultaneamente. Esse novo modelo iniciado com o Software Livre não é um caminho ‘por acidente’ da pirataria. Não mesmo. Mas é uma forma mais horizontal e colaborativa de produção intelectual que retira os intermediários, colocando autores e consumidores em contato direto e permite o florescimento de grandes obras. O kernel Linux por exemplo, é uma obra intelectual de milhares de pessoas ao longo do tempo, no mundo todo e de milhões de cópias. Com o crescimento da individualidade, na privatização dos espaços públicos – como as praças de alimentação dos shoppings em vez das praças públicas, ou os playgrounds de condomínio em vez dos parques – essa nova modalidade de produção e consumo de material que coloca pessoas trabalhando junto é um valor que precisa ser captado por outros setores da sociedade, não só aqueles que ficam reclusos no ‘Departamento de TI’
Visando que o Software Livre é um projeto desenvolvido para a humanidade e compartilhado por todos, como deveriam se comportar seus criadores? Você enxerga uma segunda intenção neles?
Muitos engravatados atrelados ao modelo antigo, principalmente nos EUA, acusam esse novo modelo de comunismo, o que é uma grande bobagem. Apesar de alguns aspectos do Software Livre casa-se muito bem com a idéia de um estado, de um governo, como o foco no coletivo e o uso excessivo da primeira pessoa do plural, o Software Livre tem pouco a ver com uma economia planificada: é business de alto valor agregado. O business não está mais no produto, está no serviço. Não está mais na cópia do CD de um software e sim os serviços que você pode adquirir junto com ele, como suporte técnico ou solicitar customizações. Mas isso não é um padrão hegemônico. Existem disputas por idéias do que é Software Livre. As que disse e direi aqui são as minhas. Algumas pessoas querem emplacar apenas a idéia do ‘gratuito’. Outros sequer entendem toda essa discussão. Em alguns casos específicos, acho um engano tentar utilizar o software livre como vitrine para software proprietário. Vejo com muita preocupação as recentes aquisições da Sun, que tem batido SP e SL no liquidificador: uma parte do business dele está no serviço, outra parte está no produto. Esse modelo que joga nos dois times gera desconfiança no coletivo. Espero que isso seja percebido o quanto antes.
Mas você vê um crescimento da filosofia de Software Livre ou um declínio?
Vejo um crescimento. Progressivamente, os modelos de negócios baseados no modelo industrial estão perdendo terreno para o modelo da informação. Lembram-se da Barsa? Aquela enciclopédia caríssima e completíssima, era um bem até passível de constar em inventário de herança. Hoje algo assim tem o menor sentido. Não só o modelo de negócios mudou, do produto para o serviço, como o modelo de produção intelectual também. No mercado dos livros, temos livros colaborativamente construídos; no mercado fonográfico, artistas liberando intencionalmente suas músicas online mesmo antes do CD chegar nas prateleiras, em TI Software Livre e a lista segue. Isso não foi um plano traçado pelos pioneiros do Software Livre. Mas certamente não é uma coincidência: o Software Livre tem inspirado outras modalidades de produção de conhecimento e obras intelectuais e quanto mais outras áreas são influenciadas por essa filosofia, a área da Tecnologia da Informação tem por retroalimentação esses valores consolidados.
Você citou a Barsa, uma enciclopédia que era referência. Hoje a Wikipedia, uma enciclopédia criada pelos próprios usuários está se tornando referência mundial. Mas isso só é possível pois a Wikipédia fornece transparência aos seus visitantes e usuários. Os softwares livres também trabalham da mesma forma, eles dependem das pessoas para crescer, e não de uma empresa que o administre. Como é que em tão pouco tempo de existência a Wikipédia conquistou milhões de pessoas no mundo e os Softwares Livres mesmo sendo mais antigos que o Software Privado ainda não conseguiram ter seu valor reconhecido?
Um primeiro fato que eu não poderia deixar de mencionar é a natureza de cada um: apesar de serem ambos construções coletivas e colaborativas, um é uma enciclopédia, informações para serem consultadas. O outro é um conjunto de softwares, ferramentas para se usar o computador. O Software Livre exige um vínculo permanente com seu usuário, principalmente se pensarmos em sistemas operacionais livres. É uma mudança grande. Já a Wikipédia pode ser um relacionamento efêmero, de poucos segundos lendo um parágrafo e a abandonando. Mas existem diferenças drásticas: a Wikipédia tem sido hábil em determinar os valores que a regem, o modelo de governância e de tomada de decisões e quais os papéis as pessoas podem realizar dentro dela. Eu lembro muito bem da minha primeira modificação na Wikipédia. Era um wiki sobre Biologia que eu o expandi consideravelmente, mais do que dobrando. E na hora de revisá-lo, por impulso, fui desfazendo a ortografia de Português de Portugal para o Português do Brasil. Cinco minutos depois recebi uma mensagem privada de outro usuário dizendo: ‘Não discrimine as outras variantes lusófonas. Desfaça as alterações que você fez desse tipo.’ E ele pôs de volta toda a ortografia do texto original e gentilmente manteve todo meu texto inédito em pt-br. Fui educado por esse ato, de como se portar na Wikipédia. Isso no Software Livre não existe. As relações comunitárias são quase que aprendidas pelo ar, sem uma forma estruturada ou as vezes pela agressão (ex: RTFM) E aquelas pessoas que não apresentam um comportamento aceitável pela comunidade são excluídas em vez de serem informadas ou educadas. Isso pode ser percebido em fórums ou canais de IRC. Não só o básico da etiqueta comunitária raramente é passado, mas também o básico do básico do Software Livre, como as quatro liberdades, como se constrói o Software Livre, o que são as comunidades… essas coisas são esquecidas. Muita gente distribui CDs do Ubuntu e dizem: ‘Instale isso aí que é bom’. Sem qualquer explicação que favoreça a permanência desse novo usuário nesse mundo do Software Livre. Mais grave ainda são os computadores no Brasil que já são vendidos com Linux. Eles são um convite automático a serem formatados e receberem software proprietário ilegal. Será que queremos apenas usuários Linux ou membros de uma comunidade ? Qualquer que seja nossa escolha, precisamos nos preparar para ela pois qualquer que seja a escolha coletiva, não estamos bem preparados. Não estamos aptos a tratar em nossos sites, canais de IRC e fórums as pessoas como meros usuários Nem como orientá-los a se tornarem membros efetivos de nossa coletividade. As pessoas se envolvem com o Software Livre assim como me envolvi quase que por acaso. Isso devia ser um esforço mais orquestrado por parte de nossa comunidade para que ela se mantenha sustentável.
De fato concordo com você. Se não fosse pelo imenso apoio que o André Gondim me forneceu, eu nunca entraria no time de traduções do Ubuntu.
Se somos uma comunidade, esse esforço tinha que ser coletivo e não pontual e pessoal como foi do Gondim.
Você também já se envolveu no time de tradução?
Sim, por algumas versões do Ubuntu participei ativamente das traduções para o Português do Brasil. Mas progressivamente reduzi minha atividade por falta de tempo e por falta de motivação: a relação com o upstream é algo que me incomodava. Sempre se diz no Software Livre para não se reinventar a roda, então, por que as traduções eram feitas somente para o Ubuntu e não para o Software de origem ? O OgMaciel trabalhou ativamente nessa questão e conseguiu amenizar bastante essa distorção, mas ainda não é satisfatório para mim.
E o que ele fez?
Ele procurou estreitar relações com os projetos upstream, como o Gnome, para que as traduções feitas pelos voluntários não sejam de exclusividade do Ubuntu e sim sejam feitas diretamente na linha produtiva do Gnome, para que automaticamente todas as distribuições Linux sejam contempladas com esse trabalho e não apenas o Ubuntu.
Como você vê o Launchpad?
Esse software teve um início penoso, com muitos bugs e muitos recursos faltosos. Mas hoje me parece ser uma boa ferramenta, estável mas equivocadamente, software proprietário. Eu cheguei a reportar esse fato como um bug, como se pode constatar aqui: https://bugs.launchpad.net/launchpad/+bug/50699
E isso foi aceito pela comunidade como um bug. Mas para meu espanto, o Mark Shuttleworth reafirma o compromisso de tornar o Launchpad software livre, mas que só faria isso quando a Canonical conseguisse um modelo de negócios que gerasse lucro suficiente para que se tornasse rentável a liberação do LP como software livre. Isso é uma afirmação bem estranha. E o modelo de negócios do Ubuntu ? Essa situação de dois pesos duas medidas cria insegurança, como falei antes a respeito da Sun. Muitas comunidades mais fundamentalistas quanto aos preceitos do Software Livre se recusam a integrar suas ferramentas com o Launchpad, ou até se recusam a incorporar materiais coletivos feitos no LP como as traduções Fazem isso por convicções filosóficas ou como uma ferramenta política para escancarar o fato.
E você acredita que cumprirão com a palavra de tornar o Launchpad Open Source?
Não
. Não consigo imaginar como poderiam fazer um modelo de negócios baseado no Launchpad tão rentável assim como pretende a Canonical. A principal serventia dele é fazer distribuições de sistemas operacionais livres. Não imagino que outras distribuições se interessem em ‘comprar’ o Launchpad ou contratar a Canonical para obter suporte ou modificações já que os potenciais clientes do Launchpad são aptos a fazerem as coisas por conta própria. A não ser que a Canonical simplesmente desista da idéia e libere o código fonte.
Mas as ações da Canonical subiram ano passado. E continuam subindo. Será que já não é possível liberar o Launchpad? Ou você acha que a Canonical continuará mantendo o Launchpad fechado?
Acho que continuará fechado. O Ubuntu, a princípio, tem um modelo único de distribuição. Acho isso interessante pois, em termos logísticos, facilita as coisas: um computador com Ubuntu (Gnome) teria uma aparência e funcionamento bem parecido com outro. Talvez pela cultura do SL sempre exista pressões por mais variações, algumas foram incorporadas oficialmente como o Kubuntu (KDE). Mas ainda assim há resistência, por exemplo, a Canonical não distribui pelo ShipIt o Xubuntu (XFCE). Sem contar nas inúmeras derivações do Ubuntu como o Ubuntu Studio ou o gNewsense. Portanto, especulo que a Canonical tenha receio de liberar o LP porque talvez essas derivações ou distribuições-irmãs dividam visibilidade e mérito com o Ubuntu. Afinal, todo empenho dessa empresa é que o Ubuntu atinja um grande market share, o que o faz agressivamente pelo ShipIt. Uma instalação do gNewsense não agregaria valor a esse market share, portanto, diminui a monetização da operação.
Você falou do ShipIt. Me lembro que ainda na versão 7.04, pedi 1 CD do Ubuntu, o qual foi entregue. O custo para a Canonical foi de 5 Euros. Como você vê essa atitude do ShipIt? Será que é apenas um investimento pensando no futuro?
Certamente é. Nunca a Canonical se apresentou como uma organização sem fins lucrativos. Ela é declaradamente uma empresa que visa lucros. E em um de seus produtos, o Launchpad, Mark Shuttleworth determina que o primeiro bug do Ubuntu é a predominância do Windows no mercado de desktops. Esses 5 euros foram um investimento para que alguns computadores deixem de ter Windows, para ter Ubuntu. Quanto mais computadores tiverem o Ubuntu, mais a Canonical ganha valor. Vamos supor que uma empresa da indústria de games queira que seus jogos sejam compatíveis com o Ubuntu. A Canonical passa ser uma empresa interessante para se contratar e garantir esta compatibilidade. Isso não é uma coisa ruim, é bom para o Software Livre. Uma das dificuldades do Debian e de muitas outras distros era a ausência de uma empresa por trás que pudesse vender garantias, suporte etc. Isso a Canonical pode oferecer e ser um vetor de alianças comerciais para o SL.
Como é sua relação com SL hoje? O que você está fazendo pelo SL?
Tenho tido pouco tempo online, afinal, não sou um profissional de TI. Apenas presto consultorias em tecnologia pontualmente, como freelancer. Passo a maior parte do tempo fora do computador, na sala de aula. Então tenho focado minhas contribuições para a comunidade do Software Livre de modo offline, pois tenho um circuito de locais, principalmente faculdades privadas, para as quais ofereço palestras e minicursos em parceria com o Álvaro Justen, que percorrem anualmente.
E você “prega” abertamente sobre SL?
Sim, prego. Só aceito trabalhos dos meus alunos em formatos abertos como ODT, ODP e PNG, por exemplo, e deixo claro o motivo. Reconheço a Wikipédia como fonte de pesquisa e até solicito para que eles enriqueçam-a com os dados que obtiveram de outras fontes. Estimulo que troquem conhecimento e que façam construções coletivas, como por exemplo, corrijam as provas uns dos outros, trabalhos em grupo ou que elaborem apostilas para eles mesmos se prepararem para as avaliações. Quando sou convidado a ir em alguma escola, curso ou faculdade de informática para falar de Software Livre, costumo dizer que não faz sentido eu ensinar Biologia somente para quem usa caneta Bic ou lápis Faber-Castell. Da mesma forma, não faz sentido que se ensine informática só para quem usa Windows. Muitos coordenadores alegam que ‘esse é o padrão de mercado’. Mas esquecem que eles estão construindo esse mercado na medida em que formam profissionais gabaritados em certas ferramentas. Educação é com Software Livre. Com Software Proprietário, é treinamento.
A Acris também foca muito sobre Documentação nas suas aulas, quando fala de SL. O que você acha da documentação? Ela é importante para o mundo SL ou é apenas um requisito a mais que não terá importância?
A força de uma comunidade de SL está mais na documentação do que em qualquer outra área. É o pilar de sustentabilidade de uma comunidade pois, através da documentação é que se obtém acesso ao Software Livre de forma mais poderosa. Alguém pode ir até sua casa, instalar o Ubuntu para você. Tudo parece funcionar, mas assim que esta pessoa deixar sua casa, dúvidas surgirão, problemas começarão a acontecer. Para que você consiga se manter como usuário Ubuntu e membro dessa comunidade, é necessário que uma documentação esteja ao seu dispor para solucionar cada problema e torná-lo apto a tirar do Ubuntu aquilo que é de seu interesse. Há uma forte cultura tecnicista nas documentações e pouca preocupação do quanto ela é inteligível. E pior: a comunidade de SL não enxerga a documentação como um veiculador de sua cultura. Da mesma forma que existem documentações voltadas para iniciantes, em linguagem mais simples e envolvendo os problemas mais comuns, eu defendo que em meio a essas documentações deve haver claras explicações sobre o que é software livre, qual é a sua importância, por quais processos se constrói e o que a comunidade espera desse usuário que está lendo a documentação, como por exemplo, que relate os erros que encontrar nela ou que adicione a ela, por forma de wiki, mais explicações e detalhes. A documentação não costuma fazer esse chamamento, nem socializa o usuário nesse novo mundo que é o Software Livre. Existem Softwares Livres que sequer documentação tem. Isso é uma barreira quase que intransponível para seu uso.
É verdade. O Evolution é um software incrível que disponibiliza muitas ferramentas e funcionalidades, porém sua documentação é muito limitada.
Talvez pela ilusão de um grupo de desenvolvedores que sua usabilidade é boa o suficiente ao ponto de não ter documentação, o que é um engano. É necessário ter muita sensibilidade para essas coisas. O que funciona para você talvez não funcione para o outro. O que parece óbvio para você pode ser incompreensível para o outro.Documentar um software é capacitar pessoas para utilizá-lo de forma integral. Programadores tem quase que uma dificuldade nata em documentar, é compreensível
. Existem pessoas mais habilidosas para a linguagem da máquina e outras para a linguagem das pessoas. Portanto, o documentador tem um papel tão importante quanto ao do desenvolvedor, que erroneamente exerce um papel hegemônico nas comunidades de SL.
Uma coisa interessante ao palestrar é que o palestrante tanto fala para leigos quanto para Técnicos em TI. Como é para você essa experiência?
É bastante curiosa e empolgante, principalmente quando falo para um público que não é de TI. As reações de ambos os públicos são bem diversas. No público de TI, o discurso do ‘é o padrão de mercado’ é o que mais vigora. Mas isso é facilmente derrubado pois até agora não conheci alguém satisfeito com o Software Proprietário, mais especificamente com o Windows. No espaço corporativo, os gerentes ou ‘tomadores de decisão’ sobre o TI costumam achar que, já que o Windows domina o mercado, isso se deve a qualidade dele. Mas trazendo exemplos tragicômicos desse produto e perguntando a platéia sobre quantas vezes procuraram o suporte da Microsoft ou que garantias a MS deu caso seu produto não funcionasse bem, rapidamente e por experiência própria todos percebem que não é um bom produto. O sucesso do Windows não é um sucesso técnico, é um sucesso comercial. Eis que trago uma alternativa: os sistemas operacionais livres. E demonstro como tecnologicamente eles são bem superiores aos proprietários e como você pode economizar custos pois, como existem vários fornecedores de sistemas Linux que concorrem entre si, você pode optar pela empresa que te dá o melhor suporte ou as melhores garantias de funcionamento do produto. Já para o público leigo, por assim dizer, a situação é bem diferente. Como falar de Software Livre para um público que mal sabe o que é Software ? Isso é uma questão importante a se considerar pois muitos acham que o Windows é inerente ao computador, algo como uma peça dentro do gabinete da qual o computador não funcionará se for removida. Se existe esse pensamento, como as pessoas poderiam vislumbrar outras opções ? Por isso trabalho forte nessa área de explicar o que é o computador, como ele funciona, o que é um software e o que são sistemas operacionais antes de apresentar o Linux. E assim como no ramo corporativo, é fácil encontrar pessoas irritadas e frustradas com o uso do Software Proprietário. Quando se traz uma alternativa, elas são bastante receptivas. No fundo, pregar o uso dos sistemas operacionais livres é até fácil quando se arquiteta uma boa apresentação do assunto. Para o ramo corporativo, ele representa corte de custos, aumento de produtividade e de confiabilidade. Qualquer empresa está aberta a esse tipo de proposta. No usuário doméstico, muitos mal sabem que usam cópias ilegais do Windows mas reconhecem que ele não funciona bem. Todos já sofreram com vírus e ao apresentar uma plataforma gratuita, mais estável e isenta de vírus, todos também mostram muito interesse. Como disse, é fácil trazê-los para o software livre. O difícil é mantê-los. Em ambos os casos, uma poderosa documentação é essencial para que eles continuem usando o software livre. Também, a compreensão do por que ele é livre e como é construído sensibiliza empresas e pessoas a colaborarem com o Software Livre.
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Aqui termina a 1ª parte desta entrevista. A 2ª parte será feita por vocês, leitores. Enviem suas perguntas para: julio.netu@yahoo.com.br
Revisão: snort
Entrevista espetacular!!
Cara, ótima entrevista…
Só um toque, dá uma revisada no texto pois tem alguns erros de digitação/ortografia exemplo:
Um abraço e até mais.
Ah, tinha esquecido, não seria:
??
Muito boa entrevista, é bom ver por aí que se fala do mundo como ele é, e não com um óculos cor-de-rosa como algumas pessoas infelizmente gostam de fingir que é a realidade.
Quanto ao camarada ai embaixo, tem tanta propriedade pra criticar que ao menos identificou-se. Pelo menos o julio_neto fala as coisas usando seu proprio nick, e publica no seu site
Parabens ai Julio!
Abraços
As devidas correções foram feitas.
Muito bom a parte que fala sobre a Sun!
Todos nós do SL esperamos que um dia a Sun
faça do java tudo que ela sempre prometeu
em termos de programação.
Que seja mais leve, fácil e rápida!
E que não fique só no mundo dos mobiles…
Gr33tz!
Po cara…arrasou, entrevista mto boa cara, parabéns por mais uma top =D
:c)
Que bom que gostaram da entrevista, eu adorei também…
Blog de parabéns :c)
Excelente entrevista, como sempre nosso amigo Kurt arrebenta! =]
[s] Bruno Swell BRASNET