05
Nov
09

Sistema, normalidade & Cia

Vamos começar com algumas definições que não cheguei a fazer antes e por isso algumas coisas não ficaram claras.

Quando falamos do “Sistema” podemos estar falando de qualquer coisa. Cada um tem sua própria visão sobre o que é o Sistema, mas de uma forma geral nos referimos a ele como a mídia e/ou o governo. Para mim o sistema não se trata disso. Quando falei do sistema estava falando na verdade da normalidade. A normalidade é a lei social. Os que a obedecem são normais.

O suposto sistema do qual muitas pessoas falam se referindo ao governo e/ou mídia não passa do reflexo da normalidade. Antes de haver qualquer forma de governo houve a normalidade, os seres humanos naturalmente tendem a estabelecer suas leis sociais. Se formos analisar bem veriamos que o governo e a mídia são completamente impotentes por si só. Um único homem não poderia vencer uma gerra… ele precisa de pessoas. São essas pessoas que vencem a guerra, não a instituição militar.

Se formos analisar por esse princípio veríamos que problema gigantesco está em nossas mãos, porque inevitamentel tendemos ao sistema, ou seja a normalidade…

Querer estabelecer leis sociais não é necessariamente um problema. O problema está no homem que não usa as leis para o servir, mas sim serve a lei que ele criou. Isso já aconteceu várias vezes na história humana, mas é na normalidade onde encontramos os maiores conflitos sociais. Eu não poderia fazer uma lista dos casos mais clássicos dos efeitos da normalidade porque essa seria imensa. Basta observar o racismo. Antes da mais nada o racismo era (e para muitos ainda é) uma normalidade. Ser racista era ser normal. Estranho, ou anormal era ser contra o racismo e aceitar a todos.

Hoje sabemos muito bem o quanto o racismo é patético e desprezível, mas a 200 anos atrás ser racista era normal. Poucas pessoas naquela época podiam ver na sua frente um simples homem de pele escura. O que eles viam era um protótipo de um monstro que eles sentiam nojo e vontade de bater.

O racismo virou crime… mas a normalidade continua existindo. E as pessoas continuam sofrendo por não fazerem parte da normalidade. Na verdade ninguém é de fato normal, todos possuem suas particularidades que os fazem anormais. Mas ninguém quer ser anormal é como ser doente, depravado, estranho, tosco, burro ou seja lá mais o que for. Todos sentem uma forte necessidade de ser normal, mesmo sem saber exatamente o que é isso. Então ser normal se torna ser igual… assim fica muito mais fácil ser normal. Mas quem é igual?

Um bom exemplo é minha própria vida. Sou assexual, logo sou anormal. Mas as pessoas não suportam isso… sentem raiva, alguns ficam indignados querem zombar de mim outros sentem até vontade de bater. Mesmo que eu não tenha feito coisa alguma. Pode parecer estranho, mas muitas pessoas se comportam assim. Não sofro com isso porque aprendo a lidar cada dia mais com as pessoas. Mas muitos outros assexuais sofrem muito, profundamente. Alguns até entram em depressão, outros tentam se matar. E uma outra parcela sofre mais do que todos… porque querem ser normais.

Infelizmente para entender o que digo é preciso ter sensibilidade, o que em dias atuais é algo raro e sumindo. Os efeitos da normalidade não são tão catastróficos hoje e a cada dia irão ficar mais discretos. Não sei aonde isso vai parar, infelizmente não tenho controle sobre isso, ninguém tem. Mas minha intenção aqui é só esclarecer duas coisas: o que chamo de Sistema e os efeitos da Normalidade.

Espero que você possa entender. E quem sabe o mundo muda um pouco.

 

 

 

 

04
Nov
09

“A moral das multidões”, por Alessandro

Texto reflexivo… leia e pense,
óbviamente.

O que mais me assusta na moralidade dos dias de hoje – na suposta moralidade dos dias de hoje – é que para sua defesa lança-se mão quase sempre de instrumentos imorais.

O apedrejamento e o linchamento, psicológico e físico, só são diferentes entre si porque em um deles não enxergamos os paus e pedras.

Porém, basta que surja um pau ou uma pedra para que a primeira modalidade se transforme entusiasticamente na segunda.

E se os instrumentos para o resguardo de determinado costume são imorais só posso supor que esse costume também é imoral. O ambiente onde ele se pratica é imoral. Aqueles que o praticam são, em verdade, imorais.

Assim, quando praticada em grupo, a moralidade se converte muito mais facilmente em vício que em virtude. A multidão é quase sempre moralista.

A aprovação e a proteção do grupo são suficientes para o nascimento simultâneo de mil santarrões, com dedos a apontar para a forca, a cruz, a fogueira, a guilhotina ou para seja lá o instrumento moralizante favorito da época. O YouTube, talvez? O Twitter? O seu blog quem sabe?

O maior prodígio relatado na Bíblia não foi fazer um morto acordar, mas conter um bando de moralistas prestes a apedrejar uma mulher.

É assustador, nas multidões, como as responsabilidades individuais não se somam e o cuidado com os indivíduos que a compõe não se intensifica. Ao contrário. As responsabilidades se diluem, os cuidados se esvanecem.

Nos eventos que se deram nesta semana, dizendo respeito ao comprimento maior ou menor da saia de uma estudante, não assistimos apenas ao linchamento moral de um desses indivíduos por conta de centímetros de pano. Assistimos à comprovação de que nossa educação está formando não seres humanos, mas multidões.

De um modo simples, pelo que vi, eu entenderia que é justificável agredir em bando uma pessoa se ela estiver, sob o ponto de vista desse bando, trajada inadequadamente.

O que seria de Leila Diniz (1945-1972) nos dias de hoje?

Em um ambiente onde deveriam reinar as luzes do discernimento, viu-se as trevas da ignorância. Temo não se tratar do caso isolado de uma instituição de ensino de terceiro grau.

Ultimamente, prefiro, com léguas de vantagem, ver uma multidão em uma orgia a uma multidão provinda de uma universidade.

Texto original do Livros e Afins.

22
Out
09

Canonical anuncia mudanças no Shipt It

O Ship It foi o modelo adotado pela Canonical para popularizar o Ubuntu, até certo ponto ele foi bastante importante, não pela efetividade do projeto, mas sim pela fama que o Ubuntu ganhou por oferecer CDs gratuitamente. A ideia é bastante simples, oferecer CDs gratuitamente para qualquer pessoa como forma de massificação rápida. A princípio isso foi uma maravilha. A Canonical não gastava tanto assim com o desenvolvimento do Ubuntu e investir em publicidade era algo prático e até primordial naquele momento. O problema é que já se passaram 5 anos! E o Ship It é basicamente o mesmo.

O vídeo que você pode ver acima fez bastante sucesso dentro da comunidade. Juntamente com muitos outros vídeos e fotos espalhadas pela internet. Algumas pessoas não entendem a importância desses CDs e assim abusam por pura zombaria.

Mas isso tudo já está previsto para terminar. A Canonical FINALMENTE mudou drasticamente a política de destribuição dos seus CDs.

Para saber o que mudou clique aqui.

22
Out
09

Leia mais rapido com o Speeder.com

Dica rápida,

Navegando na internet encontrei esse incrível site:

http://www.spreeder.com/

Trate-se de uma ferramenta simples para ler mais rápido. O processo é bastante simples, ele mostrar palavras (ou conjunto de palavras) na tela uma após a outra de forma frenética e rápida.

A ideia é exercitar o processo de leitura fazendo com que se diminua a subvocalização e leia-se grupos de palavras de uma vez, ao inves de uma por vez.

Para entender basta acessar, é muito simples, mas efetivo.

21
Out
09

Ubuntu faz aniversário de 5 anos

No dia 20 de Outubro o projeto Ubuntu completa 5 anos de existência. Tudo começou com o Warty Warthog (4.10) e hoje estamos apenas esperando o lançamento do Karmic Koala (9.10). Já são incríveis 11 versões. Cada uma conta uma história em particular do desenvolvimento do Software Livre.

4.10_warty

O The Ubuntu Museum é um espaço onde você pode ver uma screenshot, assistir um vídeo demonstrativo e ainda baixar uma imagem de uma máquina virtual de cada versão. É com certeza uma viagem nostágilca para muitos. Comecei a usar o Ubuntu Feist Fawn (7.04) e as vezes é espantoso como ele evolui efetivamente, diferentemente de certos sistemas operacionais por aí.

Para alguns a existência do Ubuntu é irritante, mas todos sabemos que sem ele muita coisa estaria atrasada (como por muito tempo esteve). Assim acredito que esses 5 anos de existência é algo digno de comemoração por toda a comunidade.

E que venha o Karmic Koala! Boas festas de lançamento para todos!

07
Out
09

Novo site sobre assexualidade

Olá gente boa! Bem… algum tempo atrás criei um blog sobre assexualidade, logo em seguida participei de uma entrevista. E agora estou de novo endereço (lá).

http://www.assexualidade.com.br/blog/

Para quem estiver interessado basta acessar o site e aproveitar todo o conteúdo.

Até a próxima! ;)

25
Set
09

Vícios tecnológicos – Twitter

abstinencia-twitter

CC - Júlio Neto

A imagem já diz tudo…

24
Set
09

Lançamento: Gnome 2.28

A equipe de desenvolvedores do Gnome trabalha muito para oferecer um ambiente gráfico multi-plataforma de qualidade para todos, e acaba de anunciar o lançamento da versão 2.28. Esta nova versão chega com uma série de novidades interessantes para usuários e desenvolvedores, visando, como sempre, a facilidade de uso, simplicidade e acessibilidade.

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21
Set
09

Mark anuncia (em vídeo) o nome da nova versão do Ubuntu

Sir Mark, criador do Ubuntu, fez um pronunciamento (em vídeo) na Atlanta Linux Fest 2009. Na ocasiam ele apresentou o code name da próxima versão do Ubuntu que será Lucid Lynx (Lince Lúcido). É claro que como em todas as versões anteriores o code name é uma brincadeira, mas também é uma alegoria ao foco dado à versão. Veja o vídeo a seguir (infelizmente só em inglês).

Na prática o nome que vale é sempre a numeração da versão que também é outra excentricidade. Nesse caso a versão será 10.04,  que é uma versão LTS. LTS é uma sigla em inglês que quer dizer que a versão tem suporte por longo tempo. A versão LTS é especial porque você receberá atualizações por 5 anos. Na prática isso quer dizer que você não precisará fazer um upgrade (passar de versão) nesse período de tempo. Assim você receberá também as atualizações de segurança regurlamente.

As versões regulares, as que não são LTS, só são suportadas por 18 meses. Assim passado esse período de tempo o seu Ubuntu deixará de receber atualizações e você precisará atualizá-lo para uma versão mais nova. Para algumas pessoas e em alguns ambientes a versão LTS proporciona mais estabilidade e segurança. Para outras a versão regular é melhor porque traz as mais recentes tecnologias.

O WorksWithU fez uma cobertura sobre os principais tópicos que foram abordados sobre o Ubuntu no festival. O mais interessante, na minha opinião, é uma nova ferramenta que fará um diagnóstico dos periféricos do seu computador e informará se ele é compatível com a nova versão ou não. Isso já estará disponível no Karmic Koala, que é a versão que será lançada no próximo mês.

20
Set
09

Música: Steven Dunston

Estou começando aqui uma nova categoria onde semanalmente vou falar sobre música livre, música que você pode baixar e ouvir sem ter que pagar por isso, de forma totalmente legal.

Vou começar recomendando o album To Get Home Before Night Comes do Steven Dunston. Um som que mistura jazz, música eletrônica e ambiental. Com destaque especial para a música Move a little closer que ganhou um destaque especial do público.

[cover] Steven Dunston - To Get Home Before Night Comes

Na minha opinião a melhor música do album é Better Man, misturando música eletrônica com rap, o som é bastante interessante e a letra é simples e agradável.

Você pode fazer o download do CD completo clicando aqui, não é necessário fazer nenhum tipo de registro. Você também pode apenas ouvir as músicas acessando a mesma página.

Esse CD não lhe custará nada mas se você quiser pode fazer uma doação ao cantor, todas as instruções estão na página do album.

Até a próxima semana!




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